terça-feira, 24 de novembro de 2009

[Reporte de Sessão - 4] Aventura: Antigos Mistérios

Olá aventureiros! Apresento aqui mais um reporte de sessão (versão resumida) da mesa presencial de D&D 3.5 em Forgotten Realms do meu grupo. Nos vemos por aí!

Sessão 4 – A caminhada no Anauroch

A noite tinha caído sobre os aventureiros.

O deserto do Anauroch apresenta uma noite extremamente fria.

Não fora diferente nesta noite.

Apesar da fogueira, que fora feita dentro de uma depressão para que não chamasse atenção de criaturas do deserto e nem que sua chama se extinguisse pelo vento, o frio se fazia presente.

O vento uivava na grande extensão do deserto.

Nesta situação, Emok e Eremes começaram a sentir uma sensação de frio bastante intensa, Emerus, Elle e Arwen vendo essa situação perceberam que eles estavam com hipotermia.

Após agasalharem melhor os mesmos e os levarem pra próximo da fogueira o frio passou.

Algumas horas se passaram, mas decidiram partir antes do nascer do sol, pois iriam aproveitar as lágrimas de Selûne para ter orientação.

O dia surgiu alegre no horizonte.

Os aventureiros já estavam caminhando há algum tempo, comeram apenas um pão élfico que Emok ofertou, mas sempre caminhando.

Não passou muito tempo quando o vento começou a soprar de maneira diferente.

O vento começou a uivar de maneira feroz.

A areia começou a se levantar do solo e a criar vários redemoinhos no ar.

O vento parecia furioso com a presença dos aventureiros.

Estavam no meio de uma tempestade de areia.

Arwen foi à frente da comitiva tentando achar um local para se abrigarem.

Ficaram abrigados por um bom tempo até a tempestade passar.

O vento ficou calmo novamente.

Depois de se limparem seguiram por seu caminho.

No alto de uma duna de areia avistaram duas criaturas na forma de funis, sem cabeça diferenciada, boca oval na frente do corpo com vários pequenos tentáculos e quatro braços que se estendiam para frente.

O conhecimento de Daros revelou a ele que se tratavam de Phaerimm, criaturas que há muito tempo habitaram o Anauroch, mas que não tinha razão alguma para estarem ali.

Os Phaerimm se aproximaram mais.

Ficaram parados a uma certa distância.

De maneira misteriosa uma voz baixa e como um silvo falou na mente dos aventureiros.

“O que fazem aqui...?”

Os viajantes falaram que estavam apenas em uma missão.

“Mas pelo deserto...? E o que um mago faz com vocês...?”

Os viajantes se entreolharam.

“Vocês não podem passar...”

Mas por quê? Devemos seguir nosso caminho. Falou Daros.

“Guardamos o mythal...”

Os viajantes não sabiam do que estavam falando aquelas criaturas.

As criaturas avançaram mais um pouco e caíram. Pararam de voar de repente.

Os aventureiros avançaram também e os conjuradores sentiram uma sensação muito estranha. Era como se não conseguissem sentir a Trama.

As duas criaturas se separaram e começaram a se arrastar, uma na direção norte e a outra para o sul.

Após alguns metros de caminhada voaram.

Os personagens começaram a seguir no caminho, apesar da sensação estranha dos conjuradores.

Os Phaerimm voltaram, voando lentamente e começaram a fechar novamente o caminho dos aventureiros.

Repentinamente os conjuradores pararam de se sentir mal.

Como um flash os Phaerimm partiram em direção aos aventureiros.

A batalha foi intensa.

Eremes fazia várias acrobacias por sobre as criaturas para um melhor ataque.

Elle, agora sem medo, atacava com fúria.

Yunero, após desferir vários golpes, fora atingido pelo ferrão de um dos Phaerimm e ficou paralisado e levitando como se fosse um balão na frente dos monstros.

Arwen o pegou e o trouxe para longe do combate. Seu lobo não tinha piedade das criaturas penetrando suas presas o mais profundo que conseguia.

Daros matou primeiro conjurando Raio Ardente. A criatura queimou lentamente sobre o solo escaldante do Anauroch.

Emerus também fora para frente combatendo a criatura que restou.

Emok vindo pelo flanco daquela que restava cortou a mesma ao meio com sua espada.

Discutiram sobre o que poderia ser o Mythal de que os Phaerimm falavam, Daros analisou a área pela qual passaram e identificou uma are a de magia morta.

Prosseguiram a viagem.

Em um ponto Arwen percebeu rastros como se fossem pegadas que estavam desaparecendo pela erosão causada pelo vento na areia solta do Grande Deserto.

Arwen decidiu farejar algo e percebeu que um cheiro se fazia presente indo em direção ao oeste, mas este cheiro era diferente dos Phaerimm.

Caminharam mais um pouco e quando estavam sobre uma duna Arwen alertou ao grupo que um cheiro forte diferente do que ela seguia estava aumentando conforme avançavam.

Neste momento, enquanto estavam parados, vários montes de areia começaram a subir a partir do solo. Estavam dispostos como em um círculo. Eram seis montes de areia erguendo-se.

Após uma grande sacudida as criaturas se revelaram. Eram escorpiões monstruosos que prontamente avançaram para cima dos aventureiros.

Estes tiveram que agir rápido e entraram em mais uma batalha.

Elle ficou sua espada na região frontal do cefalotórax de um dos escorpiões e o ergueu jogando-o ao chão já desprovido do sopro vital.

Eremes utilizando-se de seu arco disparou uma flecha que achou a cavidade bucal de um escorpião desprovendo-o de sua vida. Emerus, que combatia com este, percebeu apenas um zunido em seu ouvido esquerdo, era a flecha de Eremes.

Daros utiliza sua Mão Espectral e Toque Chocante para matar mais um dos escorpiões.

Emerus afunda o cefalotórax de outro com sua maça, tornando uma caixa pequena para suportar suas vísceras.

Yunero corta as duas quelas* de um escorpião e cravou sua espada na carapaça matando outro.

Assim, mataram a todos os escorpiões que apareceram.

Repentinamente, surgem perto de Emok, dois outros escorpiões, porém, diferentemente dos outros seis que surgiram, estes tinham cerca de três metros de altura.

Os aventureiros partiram pra cima destes e desferiram golpes mortais.

Após uma batalha sangrenta os aventureiros se viram livres daquelas criaturas.

O mais rápido possível os aventureiros partiram para o oeste, pois acharam que provavelmente ali perto tinha um ninho de escorpião.

A noite que marcava o final do 8º dia de viagem chegou e mais uma vez o sol de cor vermelha apareceu próximo ao horizonte, sumindo e deixando apenas as trevas.

Os aventureiros acharam uma depressão para passar a noite e fizeram uma fogueira logo que chegaram lá.

Poucas horas se passaram quando de repente na direção da escuridão e amplitude do deserto uma batida forte no solo ecoou pelo ar e os aventureiros logo notaram.

Várias batidas fortes e abafadas foram escutadas.

Um grito gutural surgiu na direção leste do deserto.

Foi Elle que a viu primeiro.

Era uma criatura aterradora.

Parecia com um dragão, tinha asas e cauda. Andava sobre as duas pernas traseiras. Porém, uma coisa chamou a atenção de Elle, e ela falou prontamente para os outros, a pele de algumas partes de seu corpo já tinham caído e algumas ainda caíam revelando pedaços de ossos.

Quando a criatura entrou no campo de visão de todos, saindo da escuridão e se fazendo aparecer devido à luz gerada pela fogueira, os aventureiros começaram a atacar. Com seus conhecimentos Daros gritou para todos que armas perfurantes não iriam funcionar contra aquilo, aquele ser era um Zumbi de Wyvern.

Elle partiu pra cima com sua espada em punho e utilizou-se do seu destruir o mal para acertar aquela criatura.

Arwen sentiu um ódio mortal tomando conta de seu coração e partiu, juntamente com seu lobo, para cima da criatura.

Yunero, Emok e Eremes partiram também.

Daros permaneceu na linha de trás pensando em um modo de atacar aquele tipo de criatura.

Após vários ataques e golpes certeiros da criatura sobre os aventureiros e quando quase tudo havia padecido naquele momento, Emerus levantando o seu símbolo sagrado de Torm** proclamou gritando: “Vá criatura! Volte para as profundezas! De onde você nunca deveria ter saído!!!”

E assim, a criatura urrando e pisando forte sobre o solo virou-se e partiu de onde tinha vindo.

Foi dessa maneira que os aventureiros perceberam que realmente o Anauroch não era um local seguro.

Emok achava que ainda demoraria pouco mais de uma dezena*** para que eles saíssem do deserto, chegando a sua borda oeste.

Os aventureiros deitaram-se próximo à fogueira e Emok ficou fazendo o primeiro turno de guarda.

Após estes eventos a noite do 8º dia de viagem seguiu sem mais nenhum perigo iminente.

Aguardem o próximo episódio.

* Quelas são as quelíceras ou pinças do escorpião (apenas a título de informação).

** Torm, o Deus Leal e Bom do dever, lealdade, obediência e dos paladinos, seu símbolo é uma mão direita de uma manopla aberta com a palma da mão pra frente.

*** Em Faerûn não existe semana (período de 7 dias), o tempo é calculado em dezenas, portanto o mês, que permanece de 30 dias, possui 3 dezenas. O período atual é: 12 (2º dia da 2ª dezena) de Uktar (mês 11) de 1372 CV (CV=Cômputo dos Vales).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

[Humor] Dia do Caos - 23 de Novembro

“Espalhe o caos entre seus amigos”

Olá pessoal! Até a presente data nunca tinha visto uma data comemorativa surgir. Os eventos que antecedem isto são, às vezes, misteriosos. Porém, hoje, juntamente com meu amigo Mariano, presenciamos e fizemos parte do surgimento de uma data comemorativa – O Dia do Caos.
Mas como assim? Você deve estar se perguntando. Simples. Em um dado momento do dia de hoje sentimos vontade de fazer ações caóticas. Não chegamos a realizá-las, mas as nossas maquinações mentais já foram bastante coisa.
Bem, mas como começou essa história?
Estávamos no Restaurante Universitário e vendo as pessoas caminhando com suas bandejas pensamos: “Por que não dar um tapa de baixo pra cima na bandeja com comida?” e, ainda “Por que não dar um tapa na quina da bandeja para que a comida caia nas pessoas sentadas à mesa?” – Pensamentos altamente caóticos.
Depois de almoçar e caminhando para o Instituto, vimos um casal de namorados a sós em uma sala de aula em um dos vários pavilhões de aulas. Mais uma vez o pensamento caótico veio a tona e pensamos: “Que tal chegar de supetão dar uma porrada na porta, entrar, dar uma porrada na mesa e gritar – P#ta queo p@riu! Mas que p#rra vocês tão fazendo aqui, C#ralho!! P#rra, vocês tavam f#d&ndo aqui p#rra? Tavam f#d&ndo, c#ralho? Tem gente querendo estudar na sala do lado e vocês aí...” Daí era só sair como se não tivesse acontecido nada. Dava pra imaginar uma situação dessa?
E desregular as válvulas de Argônio do laboratório de Física? O que será que aconteceria?
Mas a cena mais clássica de todas estava ainda por vir.
Um rapaz vinha na nossa direção em cima de uma bicicleta cargueira e nela várias três caixas de refrigerante em garrafa (estilo KS), mas todas secas. Como o pensamento mais natural, ponderamos: “Paramos o rapaz amigavelmente. Pedimos que este descesse da bicicleta. E, juntando nossas forças, jogamos a bicicleta o mais longe que pudermos! Talvez o jovem ficasse apenas um pouco frustrado ou chateado”.
Foi um dia feliz e com muitas gargalhadas.
Muitos pensamentos caóticos surgiram em nossas mentes carcomidas. Mas a postagem iria ficar deveras extensa. Enfim, após ter nossa tendência mudada para CN ou mesmo CM resolvemos fundar O Dia do Caos, que será comemorado todo dia 23 de novembro.
Jogamos, ontem, dia 22/11/09, pela primeira vez o sistema e ambientação de Call of Cthulhu (postarei aqui ainda um resumo de regras e o reporte da sessão especial que fizemos, além da aventura que jogamos), será que nossas mentes se transformaram devido a isso? Eu realmente não sei, mas pode ser coisa do CTHULHU!!

Abraços!!

domingo, 22 de novembro de 2009

Conto: Dragões de Akah-Zaihr - Parte III

Os livros se empilhavam na escrivaninha do pequeno e humilde quarto. Uma pequena vela em cima da mesa ofertava iluminação no ambiente e permitia a leitura de vários títulos e tomos. Vilith era um bom aluno e se orgulhava disso. Seu mestre, Krankorth, já havia lhe dito que tudo o que sabia já fora passado para ele, agora todo o conhecimento deveria ser adquirido por conta própria e só assim provaria para o seu mestre o seu verdadeiro poder de auto aprendizado, necessário e indispensável a um mago.

Diferentemente de outros magos, Vilith não usava manto e nem barba, pelo contrário usava roupas de camponês, mas não tão desgastadas e sua pele lisa em sua face rivalizava com a mesma suavidade presente em um rosto feminino jovem. Por ser o melhor de sua escola de magia Vilith já estava pronto, segundo o seu mestre, a viajar em busca de poder e glória.

Porém este menino franzino tinha um grande objetivo que nunca fora externalizado para nenhuma pessoa nem para o seu próprio mestre, e este objetivo seria alcançado assim que ele tivesse a oportunidade, e se dependesse de sua vontade o alcançaria prontamente.

..............

O titilar de armas sendo trabalhadas nas enormes forjas da Grande Fenda pairava no ambiente rasgando o ar e fagulhas irrompiam dos braseiros para o ambiente produzindo pequeninos espetáculos de luz e chamas. As cavernas anãs da Grande Fenda eram as que melhor produziam armas para a batalha, principalmente machados e espadas.

Balderk do clã de Ufghart é um excelente ferreiro, aprendera a arte da forja quando ainda era uma criança com o seu pai e desde lá nunca mais parou. Além de grande ferreiro também era um grande guerreiro e no campo de batalha nada passava por ele sem provar do sabor de seu machado de guerra. Balderk era conhecido por ser um grande anão, grande não em estatura, mas em poder de decisão e em força. Em algumas batalhas pela vastidão Balderk já havia comandado pequenos pelotões dando sucesso em suas investidas contra o inimigo.

O anão de barba ruiva e olhar voraz nunca saia de sua caverna sem seu medalhão de Zagfir, presente de seu pai, o qual ganhou a pequena jóia de outro grande anão, Yhniark Estrondo do trovão.

Perdeu o início?
Leia aqui:
Parte I
Parte II

sábado, 21 de novembro de 2009

Lançamentos em Português D&D 4ª Edição pela Devir

Olá pessoal! Bem, como já sabemos a Devir é a editora detentora dos direitos de publicar em português diversos sistemas de RPG lançados no exterior. Assim, GURPS, Call of Cthulhu (que, parafraseando o Tio Nitro lá do Blog NitroDungeon-RPG Blog, será lançado no Brasil com um intervalo de 1 a 10 anos) e D&D, para citar alguns, só podem ser traduzidos pela Devir. Enfim, na Comunidade do Orkut D&D 4th - D&D 4ª edição há um Fórum "[Fixo] Canal Devir", no qual o Otávio Gonçalves, Editor da Devir do D&D 4ª Edição no Brasil, responde a perguntas lançadas pelos usuários do Orkut no Fórum, de acordo com as informações cedidas por ele compilei uma lista dos livros de D&D 4ª edição já lançados em português e as prováveis datas dos próximos lançamentos.

Segue a Lista:

==Já sairam em Português pela Devir:

Livro do Jogador

Guia do Mestre

Manual dos Monstros

Poder Marcial

==Aguardando lançamento pela Devir:

Arsenal do Aventureiro - Novembro/Dezembro de 2009

Escudo do Mestre - Antes do Natal de 2009

H2 e H3 estão atrasadas, mas talvez será lançado a H2 em Janeiro de 2010

Algumas Masmorras montáveis - Começo de 2010

Os 2 livros de FOrgotten Realms (Cenário de Campanha e Guia dos Jogadores) - começo de 2010

Livro do Jogador 2 - Março 2010

Dark sun Cenário de Campanha - Agosto de 2010

Manual dos Monstros 2 com certeza será lançado, mas sem previsão

Guia do mestre 2 não tem previsão, e poderá nem ser lançado

Mais informações aqui.

É isso aí! Até a próxima!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

[Reporte de Sessão - 3] Aventura: Antigos Mistérios

Olá pessoal! Aí vai o reporte resumido da Sessão 3 da campanha em Forgotten Realms, que tem a aventura inicial intitulada “Antigos Mistérios”. Espero que gostem!

Sessão 3 – Na Masmorra

“- Então vocês sabem!” Disse o Githzerai, “-Onde está aquele Gythiank?”

Os aventureiros disseram que eles não sabiam de nada e perguntaram se este Gythiank estaria na masmorra.

O githzerai falou que provavelmente sim e que o mesmo tinha roubado um artefato de sua cidade, ele veio com uma irmandade tentar detê-lo.

Daros com seus conhecimentos sobre planos viu que se tratavam de criaturas extraplanares do Limbo.

“-Por onde você entrou?” perguntaram.

“-Ora, pela entrada, sempre esteve aberta, como não sei se estão falando a verdade, estarei de olho em vocês” e dito isto saiu.

Os aventureiros seguiram pelos corredores da masmorra, sorrateiramente, até perceberem que na frente de uma passagem havia uma criatura grande, com cerca de 3 metros de altura, de quatro braços com garras descomunais, com o corpo negro e uma crista branca, bastante horrenda, talvez guardando a passagem.

Após pensar em um plano para atacar foram em direção à sala com as armas em punho e desferiram golpes usando suas armas de distância.

A criatura foi em direção aos aventureiros com velocidade, nenhum dos golpes acertou na criatura.

Após a batalha feroz deram cabo do ser, era um Draegloth. Daros sabia sobre este tipo de ser que surgia de rituais diabólicos dos Drow.

Seguindo por um longo corredor encontraram uma porta fechada, com tochas ao lado e abriram a mesma, sempre com as armas em punho.

Dentro da sala muitos livros, centenas deles, Daros ficou maravilhado com aquilo, no meio da sala, porém, um Doppelganger segurava um papel.

Os aventureiros partiram para o combate direto.

Deram cabo do Doppelganger rapidamente.

Após procurarem pela sala, por cima da mesa encontraram vários pergaminhos.

O pergaminho que o Doppelganger segurava lia-se:

“Ziala, Jilun já me entregou as informações, acabei de tirá-lo do caminho, ele e seus comparsas, eles entraram na masmorra, ela está bem protegida, estarei indo para o oeste, me encontre longe dos elfos e perto do inferno, estarei acima das cabeças.

Edynav”

Vários pergaminhos estavam presentes em cima de uma mesa, cada um dos aventureiros pegou um e leu em voz alta para todos, os pergaminhos diziam, sem ordem a ser percebida por eles:

“E os Sete Poderosos de outrora ousaram recompensar os desgraçados deste ínfimo lugar com sangue e choro e o que antes era bom se tornará desprezível.

Zorobabel, o bardo”

“Ainda há seis, ei de encontrá-los, conto com sua ajuda, tenho outros trabalhos a fazer antes deste momento.

Ziala”

“Achei o primeiro, está em Chult, vamos esperar e ver o que ele vai fazer.

Ziala”

“Um homem trará as informações de Ordulin, já está tudo certo. Mande alguns Doppelgangers para termos certeza de que recebamos os informes, não se preocupe com os espiões, estão seguindo para Cormyr.

Ziala”

“Edynav, preciso que seja firme, corrompa a mente das pobres criaturas, aça o que for necessário.

Ziala”

“E pensar que eu já fui uma dos Sete. Espero que eles não nos dêem muito trabalho. Notícias de Manautor, o anão? E de Grunair, o Bárbaro? Estou mais preocupada com esses dois.

Ziala”

“porque não procurar em Thay?

Ziala”

Após encontrarem 200PO em uma bolsa e um grimório antigo, além de um mapa da masmorra, os aventureiros partiram, vendo que tinha uma outra entrada ao Norte.

Passando em uma sala viram vários corpos em putrefação, entre eles estava Jilun e seus capangas que os aventureiros não tiveram dificuldade em reconhecer apesar das escoriações em suas faces.

Andando mais um pouco entraram em uma sala para ver o que havia nela.

Encontraram com um homem dentro da mesma.

Era Jilun!

Com alguns sussurros os aventureiros se perguntaram o que aquilo poderia ser? Viram Jilun morto há pouco.

Mas pensando bem aquilo poderia ser obra de Doppelganger.

Após um pouco de conversa para despistar os aventureiros o Doppelganger se transformou em sua forma original e chamou outros, gritando para a sala que ficava à frente.

Com doppelgangers flanqueando o grupo, ficou difícil ter um controle melhor da batalha, mas felizmente conseguiram matar dois e prender um.

Interrogaram-no.

O Doppelganger falou que eles eram como mensageiros de Edynav e que ele prometeu para eles o Anauroch, que fora antes terra de seus antepassados.

Daros com seus conhecimentos de história percebeu que não era verdade o que aquela criatura falava sobre seus antepassados, mas olhando em seus olhos era realmente o que aquele ser pensava.

Após matarem o Doppelganger seguiram para a saída.

Agora a masmorra se transformara em uma caverna natural, com um platô, por onde caminhavam e à direita um enorme paredão rochoso e à esquerda um grande fosso sem perspectiva de fim.

Após uma longa caminhada conseguiram sair da masmorra através de uma passagem parecida com uma gruta.

O sol já estava se pondo e o tom avermelhado do mesmo dava o ar de tristeza e desolação típicos dos desertos.

Emok, Daros e Emerus já haviam dito que deveriam ir para o Oeste, tentar encontrar Edynav no ponto em que ele pretendia encontrar-se com Ziala.

Nesse momento, quatro seres surgiram em sua direção, metade homem, metade escorpião, portando longas lanças e colocando-as na direção dos aventureiros indagaram o que eles estavam fazendo ali.

Estes disseram que estavam apenas perdidos.

Os homens-escorpião falaram que iam ter que levá-los até o seu chefe-shamã da tribo, pois se saíram por ali boa coisa não fizeram na masmorra de Edynav.

Então, caminharam. Foram escoltados para o Norte, dois homens-escorpião de cada lado da comitiva, até que os aventureiros pensaram e resolveram atacar.

Dividiram-se e cada uma das criaturas foram pegas desprevenidas.

O embate terminou com três mortos e um amarrado. Sendo que Yunero, o guerreiro mais forte da caravana, desferiu um golpe mortal que partiu uma das criaturas ao meio, separando sua parte humana de sua quelicerada.

Os aventureiros interrogaram a criatura perguntando qual a ligação deles com Edynav.

A criatura disse que Edynav havia prometido a eles, que se jurassem obediência, daria a terra que um dia foi de seus ancestrais, o Anauroch.

Daros então pensou que Edynav estava prometendo demais.

Decidiram soltar a criatura, pois era mais uma vítima dos planos de Edynav.

A criatura estava tão abatida que ficou ali deitada imóvel na areia.

Como a noite havia caído, rumaram um pouco para o Oeste, seguindo as lágrimas de Selûne*, e procurando encontraram um lugar para descansar e quem sabe fazer uma fogueira, pois o vento e o frio da noite do Anauroch estavam chegando. Felizmente encontraram uma reentrância em uma pedra na qual ficaram para passar a noite.

Assim se deu o fim do 7º dia de viagem.

Aguardem o próximo episódio.

* As lágrimas de Selûne, em Forgotten Realms, são as estrelas no céu.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lançamentos D&D 4ª Edição para 2010

Olá pessoal! Bem, com vários livros de D&D da 4ª edição por sair, decidi postar quais os títulos estão confirmados para o ano que vem, juntamente com suas datas de lançamento. Os livros citados são suplementos com regras e/ou aventuras, não inclui os romances certo? Então, vamos à lista:

19/01 - Underdark e Player's Handbook races: Dragonborn

16/02 - Martial power 2

16/04 - Player's Handbook 3

20/04 - The plane above e Hammerfast

21/04 - Monster Manual: Streets of Shadow

18/05 - Dungeon Magazine Annual, Player's Strategy Guide e HS1 The Slaying Stone

15/06 - Player's Handbook races: tieflings e Monster manual 3

20/07 - Vor Rukoth: An ancient ruins adventure site, Tomb of horrors, HS2 Orcs of Stonefang pass e Demonomicon

17/08 - Marauders of the Dune Sea, Dark Sun Campaign Setting e Dark Sun Creature Catalog

Mais informações aqui.

domingo, 15 de novembro de 2009

[Reporte de Sessão - 2] Aventura: Antigos Mistérios

Olá pessoal! Segue o reporte da sessão 2 da minha mesa presencial em Forgotten Realms. Espero que gostem e que possam aproveitar tendo novas idéias para suas campanhas!

Reporte resumido da sessão 2 – A perseguição – Aventura: Antigos Mistérios

A perseguição continua noite e floresta adentro, é a noite do 4º dia de viagem.

Todos se perdem de vista dos aventureiros.

De repente Emok aparece pela estrada.

Diz que deixou Eguuig na cola de Jilun e voltou para ajudar e guiar os aventureiros.

Não há tempo para explicações, elas deverão vir depois.

Rastreando as pegadas dos cavalos é possível continuar a perseguição.

Em um movimento brusco o rastro dos cavalos saem da estrada principal e entram à esquerda em uma pequena trilha.

Os aventureiros seguem por ela.

Como em um sonho tudo fica escuro, acima, abaixo, ao lado, à frente e atrás dos aventureiros.

Emerus conjura luz, mas não surtiu efeito, permanecendo tudo negro ao redor.

Uma sensação estranha toma conta de seus corpos.

Quando de repente...

O sol escaldante surge acima deles, o chão que antes era de terra batida agora é de areia fofa, o frio da noite se foi, ficou o calor, sons de espadas se cruzam no ar, gritos e grunhidos vorazes vem aos ouvidos, o cheiro de sangue invade as narinas.

Os aventureiros percebem que estão no meio de uma batalha contra orcs. Estes estão atacando duas pessoas, que estão resistindo bravamente aos golpes.

Emok diz que é necessário ajudá-los.

Daros detecta magia e percebe que passaram por um portal.

Arwen diz que estão no meio do Anauroch, segundo seus conhecimentos de natureza.

A batalha continua sangrenta.

No meio da batalha Emok avista Jilun com seus comparsas e Eguuig atrás, subindo em uma duna ao longe.

Após vencerem todos os orcs os aventureiros perguntam quem são os dois que lutavam.

Eram uma Aazimar paladina chamada Elle e um ladino humano, chamado Eremes.

Ambos se conheceram em alguma estalagem e passaram a andar juntos em busca de aventura, até o dia em que viram uma tribo orc pilhando um pequeno vilarejo ao leste do Anauroch, seguiram a tribo até ali pensando em fazer uma emboscada, mas a batalha já estava seguindo por caminhos nada bons, até a chegada inesperada dos aventureiros.

Depois, seguiram a cavalo rastreando os perseguidos e trocando mais informações.

Emok explicou para o grupo que ele e Eguuig são Agentes Harpistas, estavam infiltrados na comitiva da caravana, pois espiões harpistas já sabiam que Jilun estava em poder de informações militares de Ordulin, mas esperava chegar até o Anauroch para revelar isso aos aventureiros e contar com a ajuda deles para deter Jilun.

Pela tarde avistaram um ponto ao longe, parecia um buraco.

Eguuig esperava os aventureiros na frente da entrada do que parecia uma masmorra subterrânea. Jilun e seus capangas entraram lá.

Deixaram os cavalos e entraram.

Emok pediu a Eguuig que fosse avisar os Altos Harpistas que ia entrar naquela masmorra.

Tudo estava calmo na masmorra, mas um cheiro de sangue, urina e suor predominava. A entrada fechou atrás dos aventureiros.

Um pouco mais dentro encontraram um Leão Atroz que os farejou, estava pronto para atacar.

Após derrotarem o leão e em uma outra sala encontraram com uma espécie de Beholder, mas que Daros disse ser um Tirano Ocular, não os atacou, mas encheu de perguntas. Era um guardião de algo. Ele perguntou se tinham ordens de Ziala.

Como na tinham decidiram voltar.

Voltaram por um outro caminho e encontraram com dois Leões Atrozes, após uma batalha sangrenta a qual terminou com Yunero prostrado cheio de ferimentos, os Leões Atrozes foram mortos.

Após se recuperarem e prestarem primeiros socorros a Yunero e Emok os aventureiros descançaram em uma sala vazia, alternando os turnos de guarda.

Eles não sabia que se era dia ou noite, mas era o final do 5º dia de viagem.

Uma semana após o início da viagem.

Os aventureiros se levantaram, comeram alguma coisa e avançaram masmorra adentro.

Em um corredor cheio de salas ativaram uma armadilha, na verdade era um sino que chamou a atenção de vários orcs que correram para o corredor a partir das salas.

Após muitos gritos de “Salve o templo” ou “Pela nossa Deusa” em orc os aventureiros mataram a todos à exceção de um que interrogaram.

O orc revelou que serviam a uma deusa e que Edynav era o senhor da masmorra.

Disse ainda que seria possível encontrá-lo, seguindo por dois caminhos, um cruel e outro mortal.

Os aventureiros optaram pelo caminho cruel, então o orc apontou por um corredor.

Entrando pelo corredor avistaram um grande salão.

Um pouco antes de chegar no salão, ainda no corredor, parou uma criatura na frente dos aventureiros e falou: “-Então, vocês sabem!”.

Era um Githzerai.

Aguardem o próximo episódio.

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